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Como precificar sem errar a margem

Tem um erro silencioso que quebra empresa que vende muito: vender barato demais. O movimento é grande, a sensação é de sucesso, e no fim do mês o dinheiro não aparece. Quase sempre o preço foi calculado errado lá atrás.

O que o preço precisa cobrir

Um preço saudável paga três coisas, não uma:

  • O custo direto do produto ou do serviço (matéria-prima, mão de obra, comissão).
  • Uma fatia do custo fixo (aluguel, salários, energia, sistema). Toda venda tem que ajudar a pagar a estrutura.
  • A margem de lucro, que é o que sobra de verdade pra empresa crescer.

Quando o preço cobre só o custo direto, cada venda parece dar lucro mas está corroendo o caixa, porque o custo fixo fica descoberto.

Os dois erros mais comuns

O primeiro é precificar olhando só o concorrente. O preço dele cabe na estrutura dele, não na sua. O segundo é confundir markup com margem: aplicar "30% em cima do custo" não significa 30% de lucro, porque o custo fixo e os impostos ainda vão entrar. É aí que a conta engana.

Por onde começar

Levante os custos diretos de cada item, descubra quanto o custo fixo pesa sobre o faturamento, defina a margem que você quer e só então monte o preço. Depois, revise periodicamente, porque custo muda. Esse cálculo conversa direto com o seu fluxo de caixa e aparece preto no branco na DRE, que mostra se a precificação está de pé.

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